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Bíblia Brasileira

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Jó 6

  1. 1

    BLIVREMas Jó respondeu, dizendo:

    BPMEntão Jó respondeu:

  2. 2

    BLIVREOh se pesassem justamente minha aflição, e meu tormento juntamente fosse posto em uma balança!

    BPM“Ah, se a minha angústia fosse pesada, e toda a minha calamidade colocada na balança!

  3. 3

    BLIVREPois na verdade seria mais pesada que a areia dos mares; por isso minhas palavras têm sido impulsivas.

    BPMPois agora seria mais pesada do que a areia dos mares; por isso as minhas palavras foram precipitadas.

  4. 4

    BLIVREPorque as flechas do Todo-Poderoso estão em mim, cujo veneno meu espírito bebe; e temores de Deus me atacam.

    BPMPois as flechas do Todo-Poderoso estão em mim. O meu espírito bebe o seu veneno. Os terrores de Deus se alinham contra mim.

  5. 5

    BLIVREPor acaso o asno selvagem zurra junto à erva, ou o boi berra junto a seu pasto?

    BPMPor acaso o jumento selvagem zurra quando tem capim? Ou o boi muge sobre a sua forragem?

  6. 6

    BLIVREPor acaso se come o insípido sem sal? Ou há gosto na clara do ovo?

    BPMPode o que não tem sabor ser comido sem sal? Ou há algum gosto na clara do ovo?

  7. 7

    BLIVREMinha alma se recusa tocar essas coisas, que são para mim como comida detestável.

    BPMA minha alma se recusa a tocá-los. Eles são para mim como comida repugnante.

  8. 8

    BLIVREAh se meu pedido fosse realizado, e se Deus me desse o que espero!

    BPM“Ah, se eu pudesse ter o meu pedido atendido, que Deus me concedesse aquilo que eu tanto desejo;

  9. 9

    BLIVREQue Deus me destruísse; ele soltasse sua mão, e acabasse comigo!

    BPMque fosse do agrado de Deus me esmagar; que ele soltasse a sua mão e me eliminasse!

  10. 10

    BLIVREIsto ainda seria meu consolo, um alívio em meio ao tormento que não me poupa; pois eu não tenho escondido as palavras do Santo.

    BPMQue isso ainda seja a minha consolação, sim, que eu exulte na dor que não poupa, de que não neguei as palavras do Santo.

  11. 11

    BLIVREQual é minha força para que eu espere? E qual meu fim, para que eu prolongue minha vida?

    BPMQual é a minha força, para que eu espere? Qual é o meu fim, para que eu seja paciente?

  12. 12

    BLIVREÉ, por acaso, a minha força a força de pedras? Minha carne é de bronze?

    BPMÉ a minha força a força das pedras? Ou é a minha carne de bronze?

  13. 13

    BLIVRETenho eu como ajudar a mim mesmo, se todo auxílio me foi tirado?

    BPMNão é verdade que não há ajuda em mim, e que a sabedoria foi afastada de mim?

  14. 14

    BLIVREAo aflito, seus amigos deviam ser misericordiosos, mesmo se ele tivesse abandonado o temor ao Todo-Poderoso.

    BPM“Àquele que está prestes a desfalecer, o seu amigo deveria mostrar bondade; mesmo àquele que abandona o temor do Todo-Poderoso.

  15. 15

    BLIVREMeus irmãos foram traiçoeiros comigo, como ribeiro, como correntes de águas que transbordam,

    BPMMeus irmãos agiram de forma enganosa como um riacho, como o leito dos riachos que desaparecem;

  16. 16

    BLIVREQue estão escurecidas pelo gelo, e nelas se esconde a neve;

    BPMque ficam escuros por causa do gelo, nos quais a neve se esconde.

  17. 17

    BLIVREQue no tempo do calor se secam e, ao se aquecerem, desaparecem de seu lugar;

    BPMNa estação seca, eles desaparecem. Quando faz calor, eles são consumidos do seu lugar.

  18. 18

    BLIVREOs cursos de seus caminhos se desviam; vão se minguando, e perecem.

    BPMAs caravanas que viajam ao lado deles se desviam. Elas sobem para o deserto, e perecem.

  19. 19

    BLIVREAs caravanas de Temã as veem; os viajantes de Sabá esperam por elas.

    BPMAs caravanas de Tema olharam. As companhias de Sabá esperaram por eles.

  20. 20

    BLIVREForam envergonhados por aquilo em que confiavam; e ao chegarem ali, ficaram desapontados.

    BPMFicaram angustiados porque estavam confiantes. Chegaram lá, e ficaram confundidos.

  21. 21

    BLIVREAgora, vós vos tornastes semelhantes a elas; pois vistes o terror, e temestes.

    BPMPois agora vocês não são nada. Vocês veem um terror, e ficam com medo.

  22. 22

    BLIVREPor acaso eu disse: Trazei-me algo? Ou: Dai presente a mim de vossa riqueza?

    BPMPor acaso eu disse alguma vez: ‘Deem-me algo’? ou: ‘Ofereçam-me um presente dos seus bens’?

  23. 23

    BLIVREOu: Livrai-me da mão do opressor? Ou: Resgatai-me das mãos dos violentos?

    BPMou: ‘Livrem-me da mão do adversário’? ou: ‘Resgatem-me da mão dos opressores’?

  24. 24

    BLIVREEnsinai-me, e eu me calarei; e fazei-me entender em que errei.

    BPM“Ensinem-me, e eu me calarei. Façam-me entender o meu erro.

  25. 25

    BLIVREComo são fortes as palavras de boa razão! Mas o que vossa repreensão reprova?

    BPMComo são fortes as palavras de retidão! Mas a repreensão de vocês, o que ela repreende?

  26. 26

    BLIVREPretendeis repreender palavras, sendo que os argumentos do desesperado são como o vento?

    BPMVocês pretendem repreender palavras, sendo que os discursos de um desesperado são como o vento?

  27. 27

    BLIVREDe fato vós lançaríeis sortes sobre o órfão, e venderíeis vosso amigo.

    BPMSim, vocês até lançariam sortes sobre o órfão, e fariam comércio do seu amigo.

  28. 28

    BLIVREAgora, pois, disponde-vos a olhar para mim; e vede se eu minto diante de vós.

    BPMAgora, portanto, por favor, olhem para mim, pois certamente não mentirei na face de vocês.

  29. 29

    BLIVREMudai de opinião, pois, e não haja perversidade; mudai de opinião, pois minha justiça continua.

    BPMPor favor, voltem atrás. Que não haja injustiça. Sim, voltem novamente. A minha causa é justa.

  30. 30

    BLIVREHá perversidade em minha língua? Não poderia meu paladar discernir as coisas más?

    BPMHá injustiça na minha língua? Não pode o meu paladar discernir coisas más?